O Município

Dados do município

Dados do município/localização

Fundação: 24/11/1953
Emancipação Política: 24/11/1953
Gentílico: MARCELINENSE OU VIEIRENSE
Unidade Federatíva: RN
Mesoregião: OESTE POTIGUAR
Microregião: PAU DOS FERROS
Distância para a capital: 400,00

Dados de características geográficas

Área: 345,71
População estimada: 8495
Densidade: 24,57
Altitude: 230
Clima: SEMIÁRIDO BSH
Fuso Horário: UTC-3
Marcelino Vieira é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país. Situa-se na região do Alto Oeste Potiguar, distante 400 quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de aproximadamente 346 km², e sua população no censo de 2010 era de 8 265 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 79º mais populoso do estado (em 167 municípios).

Emancipado de Alexandria e Pau dos Ferros na década de 1950, o nome do município é uma homenagem feita a Marcelino Vieira da Costa, agricultor e criador paraibano, que veio para o Rio Grande do Norte e se destacou na política. Um dos eventos mais importantes do município é o Jegue Folia, um dos maiores carnavais fora de época do interior do Rio Grande do Norte.
Os primeiros habitantes da região correspondente ao atual município de Marcelino Vieira foram os índios panatis. A povoação do território iniciou-se quando famílias paraibanas e pernambucanas migraram para a localidade, que mais tarde seria denominada Passagem de Feijó, dando início à criação de gado, importante fator para o povoamento daquelas terras.[8]

Em 1861, proprietário da fazenda Varzinha, Antônio Fernandes de Oliveira, conhecido como o "Tenente de Varzinha", doou um terreno com 60 hectares de área para a construção de um capela dedicada a Santo Antônio, pagando uma promessa feita ao santo, para que sua família fosse protegida da epidemia de cólera, que se espalhava pelo local. As articulações para sua construção foram feitas pelo padre Bernardino José Fernandes de Queiroz, então vigário da paróquia de Pau dos Ferros, à qual a capela era subordinada e, em 1868, a capela recebeu uma imagem de Santo Antônio. Em 1870, com o fim da epidemia, o vigário sugeriu que a pequena localidade recebesse o nome de Vitória, o que se concretizou.[8] O povoado crescia lenta e gradativamente, até que, em 1884, foi construída a primeira escola primária na localidade.[1]

Em 1890, o povoado foi elevado à categoria de distrito e, dois anos depois, à categoria de vila, cujo nome foi alterado para "Panatis" em 1943, em homenagem aos primitivos habitantes do local. Finalmente, em 24 de novembro de 1953, a lei estadual nº 909 desmembrou partes do município de Alexandria e de Pau dos Ferros para formar o novo município de Marcelino Vieira, em referência a Marcelino Vieira da Costa (1858-1938), agricultor, criador e fazendeiro paraibano, natural do distrito de Quixaba, município de Uiraúna, que se mudou para o Rio Grande do Norte, tendo residido no Sítio Aroeira em Luís Gomes, tendo ainda exercido o cargo de deputado estadual.[8] A instalação oficial do município ocorreu em 24 de janeiro de 1954.[1]
Os principais eventos culturais do município são o Jegue Folia, uma das maiores festas estilo micareta (carnaval fora de época) do interior do Rio Grande do Norte, realizada no início do ano, desde 2001, durante três dias, com muita folia;[82][83] a festa do padroeiro Santo Antônio, que se inicia no dia 3 de junho e prossegue com as nove noites do novenário, encerrando-se no dia 13 de junho, com a procissão percorrendo as ruas da cidade com a imagem do santo, havendo também a programação sociocultural;[84][85][86] e a festa de emancipação política, que acontece no dia 24 de novembro, cuja programação inclui a alvorada festiva, o hasteamento das bandeiras e outros eventos, além de uma vasta programação que inclui lazer e entretenimento, como apresentações de bandas musicais.[87]

Também são realizados eventos com ênfase no setor esportivo, como o Campeonato Municipal de Futebol[88] e a Copa Regional de Futsal "Arimateia Fernandes".[89] No turismo, os principais atrativos são o açude público municipal, a fazenda São João Batista, a Igreja Matriz de Santo Antônio e as serras do Panatis e São Sebastião, sendo que alto desta última se situa uma capela dedicada ao santo homônimo.[5] As principais atividades artesanais são o barro e o bordado, além de materiais recicláveis.[90] Marcelino Vieira também possui bandas musicais e grupos artísticos de capoeira, manifestação tradicional popular e teatro.[91][92]

Em Marcelino Vieira há, além dos feriados nacionais, estaduais e dos pontos facultativos, três feriados municipais, que são os dias 13 de junho, dia do padroeiro Santo Antônio; 2 de outubro, Dia da Cultura e da Criação da Medalha de Honra do Mérito "Edilton Fernandes" e 24 de novembro, data da emancipação política.[93]
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[9] Marcelino Vieira pertence à região geográfica imediata de Pau dos Ferros, dentro da região geográfica intermediária de Mossoró.[2] Até então, com a vigência das divisões em mesorregiões e microrregiões, o município fazia parte da microrregião de Pau dos Ferros, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.[10]

Marcelino Vieira está distante 400 km de Natal, capital estadual,[11] e 1 884 km de Brasília, capital federal.[12] Ocupa uma área territorial de 345,711 km²[3] e se limita com os municípios de Pau dos Ferros e Rafael Fernandes a norte; Tenente Ananias a sul; Pilões, Antônio Martins e Alexandria a leste; José da Penha e novamente Rafael Fernandes a oeste.[5]

O relevo do município, com altitudes variando entre 200 e 4000 metros, é formado pela Depressão Sertaneja-São Francisco, que compreende uma série de terrenos baixos situados de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi, com as serras de Marcelino Vieira e Panatis, e os serrotes são do Pico e Rodeador. Marcelino Vieira está situado em área de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, formadas durante o período Pré-Cambriano médio (entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos). Geomorfologicamente predominam formas de relevos tabulares, normalmente separados por vales de fundo plano.[5]

O tipo de solo existente é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, característico de áreas de relevo suave, altamente fértil, textura média e drenagem bastante acentuada.[5]

O município está incluído na bacia hidrográfica do rio Apodi/Mossoró, sendo cortados pelos rios Apodi/Mossoró e o Pilões. O principal reservatório é o Açude Caiçara ou Açude Marcelino Vieira, que está situado a 4,4 km da zona urbana e foi construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), sendo concluído em 1981; atualmente possui capacidade para 10,2 milhões de metros cúbicos de água (m³) e sua bacia hidrográfica possui 275 km² de área.[5][13]

A cobertura vegetal é constituída pela caatinga hiperxerófila, com a abundância de cactáceas e plantas de pequeno porte, sem folhas na estação seca. Entre as espécies mais encontradas estão o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus).[5]
A população de Marcelino Vieira no censo demográfico de 2010 era de 8 265 habitantes, com uma taxa de crescimento negativa de -0,13% ao ano em relação ao censo de 2000,[40] sendo o 79º município em população do Rio Grande do Norte, apresentando uma densidade populacional de 23,91 km². Segundo o mesmo censo, 59,21% dos habitantes viviam na zona urbana e 40,79% na zona rural. Ao mesmo tempo, 50,83% eram do sexo feminino e 49,17% do sexo masculino, tendo uma razão de sexo de aproximadamente 97 homens para cada cem mulheres.[39][41][42] Quanto à faixa etária, 65,03% pessoas tinham entre 15 e 64 anos, 25,23% menos de quinze anos e 9,74% 65 anos ou mais.[40]

Conforme pesquisa de autodeclaração do mesmo censo, a população era formada por brancos (49,79%), pardos (43,05%), pretos (5,91%) e amarelos (1,25%).[43] Todos os habitantes eram brasileiros natos[44] (80,83% naturais do município),[45] dos quais 98,13% nascidos na Região Nordeste (98,13%), 1,31% no Sudeste e 0,56% no Centro-Oeste. Entre os naturais de outras unidades da federação, os estados com maior percentual de residentes eram Paraíba (3,36%), Ceará (1,36%) e São Paulo (1,31%).[46]

Ainda segundo o mesmo censo, a população de Marcelino Vieira era formada por católicos (92,03%), evangélicos (6,45%) e testemunhas de Jeová (0,24%). Outros 1,14% não possuíam religião e 0,14% possuíam religião não determinada ou múltiplo pertencimento.[47] O município tem como padroeiro Santo Antônio como padroeiro, cuja paróquia, subordinada à Diocese de Mossoró, foi criada em 13 de junho de 1961, desmembrada da paróquia de Pau dos Ferros.[48] Há ainda alguns credos protestantes ou reformados, sendo alguns deles a Assembleia de Deus, a Congregação Cristã, Deus é Amor e a Igreja Universal do Reino de Deus.[47]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,609, sendo o 74º maior do Rio Grande do Norte e o 3 927 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,776, o valor do índice de renda é de 0,571 e o de educação de 0,510.[6] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até 140 reais reduziu em 51,9%, passando de 65,8% para 31,7%. Em 2010, 60,7% da população vivia acima da linha de pobreza, 24,4% abaixo da linha de indigência e 14,9% entre as linhas de indigência e de pobreza. No mesmo ano, o índice de Gini era de 0,52 e os 20% mais ricos eram responsáveis por 54,5% do rendimento total municipal, valor pouco mais de 27 vezes superior à dos 20% mais pobres, de apenas 2%.[49]

HINO DO MUNICÍPIO

Pedaço de chão tórrido e seco
Tu foste apoio aos comboieiros
Uma passagem para os tropeiros
Terra acolhedora desde os primeiros

Pedaço de chão que sofreu mazelas
Tu foste assolada por epidemias
Mas um voto de fé se cumpria
Até que a bonança venceu a agonia

Dos filhos deste chão
É mãe querida!
Marcelino Vieira
Tu és nossa vida!

Pedaço de chão que faz brotar a vida
No verdor dos feijós
Uma vitória prometida
Ô Deus abençoar nossa terra
Livrai-nos do mal, do ódio e da guerra

Ó terra abençoada
De cultura e tradição!
Orgulho dos vieirenses
Terra de paz e união

Modelo inefável de dignidade
Heróica história de amor e humildade
Dos frutos da terra velhos e crianças
Entoam louvores de fé e esperança

Cidade formosa de instinto materno
Tu és para nós padrão de nobreza
Abraça teus filhos com amor eterno
Seu deslumbramento irradia beleza

Dos filhos deste chão
É mãe querida!
Marcelino Vieira
Tu és nossa vida!

Tu foste passagem
E a vida era feliz
Com lutas e glórias
Também foste Panatis
Tornou-se Vitória sendo guerreira
Com tanto esplendor és Marcelino Vieira

Ó terra abençoada
De cultura e tradição!
Orgulho dos Vieirenses
Terra de paz e união

BRASÃO DO MUNICÍPIO


BANDEIRA DO MUNICÍPIO


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